TRANSFORMANDO CHUMBO EM OURO - Parte I

Quando pensamos no planeta Saturno, logo associamos algumas situações, sentimentos, atitudes ou comportamentos que na nossa cultura são vistos como nada agradáveis. Autocontrole, tato, cautela, disciplina. Todo cenário saturnino chega recheado de uma emoção também nada aprazível, o medo.

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Sistema Solar - SATURNO

Uma pessoa passando por um trânsito de Netuno tem um discurso bem diferente de outra que esteja num trânsito de Saturno. Enquanto a de Netuno suspira, sente, se confunde, fica compassiva e diz: “Não estou entendendo o que está acontecendo”, “Eu tenho a sensação de que a vida está me levando”, “Eu estou sentindo, mas não sei explicar”, a de Saturno reclama, se justifica, analisa“: Tudo demora”, “Eu pensava que estava pronto e ainda não estava.”, “Eu estou trabalhando muito!”, “Estou exausto!”

O que essas qualidades têm a ver com as relações humanas de uma forma geral e principalmente as relações amorosas? Para pensar nessas questões vamos precisar entender mais um pouco sobre quem é mesmo saturno no nosso mapa.

Saturno são nossos maiores medos, nossa vulnerabilidade, nossas necessidades fundamentais, onde nos sentimos inferiores, incapazes, sem merecimentos!!! Aquilo que a gente quer, deseja muito e demora a chegar. Podemos sofrer decepções e enfrentar dificuldades na área de saturno. São nossas correntes invisíveis, nossa servidão!!

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O "Saturno devorando seus filhos", de Goya.

Vocês conhecem a história do elefante? Ele ficava preso no chão por um pauzinho. Imagina! Se ele quisesse, bastava andar. Ele não arranca o pauzinho, porque desde pequenininho ele já ficava com aquela mesma estaca, que era grande para ele. Cresceu acreditando que não podia se soltar. Eh.... Porque precisamos dos limites??? Porque não vivemos somente com Júpiter? Expansão, possibilidades, graças, sorte! Eu quero muitas coisas!

Saturno regula o plano material, a nossa encarnação. É a experiência concentrada. Quando uma pessoa nasce, o campo de energia contrai-se e concentra-se. É essa a natureza de saturno, a dor, a tensão e a pressão da vida têm um objetivo evolutivo. A vida terrena é a experiência onde aprendemos através da profundidade da experiência e dos resultados da nossa ação. É Saturno quem nos lembra através de seus aprendizados, que precisamos amadurecer e encarar algumas realidades, que precisamos crescer, passar de ano, subir mais um degrau.

Através de uma realidade “objetiva”, materializada, saturno vai falar do subjetivo. Por isso precisamos ter um olhar atento para entender as demoras, os atrasos, os limites impostos, a escassez.

Muitas vezes nos identificamos com o que a realidade “objetiva” nos apresenta, por uma falta de consciência e deixamos de ver que estamos na verdade criando nossa própria interpretação da vida. Saturno leva a nos identificarmos mais e mais com nossa interpretação da vida. Passamos não mais a viver nossos problemas ou limites mas sim a sermos nossos problemas e limites, o que é bem diferente.

P.S. [A 2ª parte do artigo está neste link: Saturno nas relações - Parte II]

Uma parte de nós sente-se culpada por não seguir a mesma direção dos nossos pais e responder ao padrão original. Só enxergamos nossos pais e deixamos de poder criar novas realidades e viver novas possibilidades. E assim não conseguimos diferenciar o que é bom para nós, o que é novo e o que nos liberta. É preciso ter um olhar bem cuidadoso para perceber o que estamos tentando preservar.


Porque acontece dessa forma? Trabalho com crianças pequenas há 15 anos e testemunhei em diversas situações, o quanto a criança e/ou nossa criança interna é essencialmente amorosa, e tem uma grande necessidade de ser amada. A criança é porosa, adaptável, ela perdoa facilmente, é disponível.


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Mesmo quando ela perturba, foge da escola, bate no irmão, briga com a mãe, ela está de alguma forma buscando esse vínculo com os pais. Nossa criança pode viver querendo ser o bonzinho para ser aceito pelos pais da mesma forma que ela pode ser transgressora, também para responder a um padrão de infância. Eu brigo, falo sem parar, não me vinculo, porque foi esse o lugar que eu tive e não porque escolho ser livre e independente.


E como podemos nutrir, trabalhar a nossa lua? O primeiro e grande passo é a consciência de como ela se apresenta, mas não basta ter consciência, precisamos aceitar suas manifestações, ter paciência, aprender a respirar e dar colo a essa criança. Mas um colo com limites!!! Pois já vivemos o relacionamento com os pais e agora precisamos ser pais da criança que há dentro de nós.


Os planetas não estão parados, vivemos os trânsitos astrológicos e eles nos dão oportunidades de fazer mudanças. Se nascemos com uma lua no signo de peixes, por exemplo, costumamos reagir como vítima às situações externas, com dificuldade de estabelecer limites às nossas emoções, com uma fome emocional tão grande que terminamos vivendo relações muito simbióticas. Claro que vamos atrair pessoas que correspondam ao nosso padrão, para podermos continuar no mesmo cenário. Quando o planeta urano faz uma conjunção com essa lua natal, ele traz uma oportunidade de transformar nosso padrão vibratório. Urano vai trazer mais consciência, mais distanciamento emocional e mais leveza e certamente, se não resistirmos e tivermos coragem, iremos atrair novos tipos de relacionamentos.


É preciso passar por essas mudanças para que possamos viver o lado saudável da lua. Podemos viver a lua como uma escolha do nosso feminino, estabelecer vínculos mais saudáveis, onde haja uma nutrição mútua.


A lua nos permite acessar a nossa intuição, nossa empatia com os outros que nos relacionamos, nossa sensibilidade. Tomando consciência das nossas raízes, nossos padrões de reação, podemos contar com os raios, com a luz do sol. E entrarmos num mundo mais colorido.


Enquanto a lua é reativa, o sol age, se posiciona, faz escolhas. A casa que contém o sol indica a experiência psíquica ou o campo de realidade psíquica onde eu me sinto real. É aquilo que eu faço para me sentir real, senão fico abstrato, a vida perde o sentido. O sol permite que você crie realidades. Novas possibilidades.


É a expressão do melhor de nós, daquilo que é mais verdadeiro no nosso ser. O sol é nossa vitalidade, espontaneidade, intencionalidade, criatividade, talentos. É também nossa relação com o masculino (possibilidade de agir, se colocar, se mostrar) Quanto mais expressamos nosso sol, mais ficamos autoconfiantes e com uma auto-estima mais positiva.


A energia do sol, o nosso brilho, se revela nas qualidades do signo por onde passa o sol no nascimento. São formas diferentes de brilhar. Um sol em leão vai brilhar de forma diferente de um sol em câncer.


O contato com o sol oferece uma consciência do nosso potencial e uma vontade mais capaz de se manifestar, o sol nos presentifica.


E como fazer para alimentar esse sol? A consciência está na prática. É se posicionando diante de cada situação que acontece na minha vida. Percebendo se meu cenário de vida está coerente o meu sol. Se tenho um sol na casa XII sei que vou brilhar na intimidade, aprofundando junto com o outro, aconselhando, curando. Isso vai acontecer a forma do signo, se for em gêmeos, posso curar falando, usando minhas mãos. Bem diferente de um sol de casa X, que precisa se expor, conquistar sua autoridade, se posicionar, ser visto através das qualidades do signo do sol.


O contato com o sol aumenta a nossa autoconfiança, assim como a sensação de felicidade, o prazer, a alegria, a plenitude, a diversão. O Sol traz um encantamento com a vida.

O CONVITE QUE FAÇO É QUE EXAMINEMOS MAIS CUIDADOSAMENTE NOSSOS PADRÕES LUNARES PARA QUE POSSAMOS ULTRAPASSAR O NIVEL DA SOBREVIVÊNCIA E PASSEMOS A EXISTIR, A SERMOS HUMANOS DE FATO.

P.S.[A 1ª parte do artigo está neste link: As raízes da lua e os raios do sol - Parte I]

Quando falamos da lua, do sol, logo pensamos em feminino/masculino, inconsciente/consciente, passado/presente. Vamos pensar numa outra dimensão agora, sair de nossa realidade dual e ampliar nosso pensamento. Temos duas maneiras de olhar a realidade: de forma cartesiana, onde se insere o conceito de dualidade e outra, uma forma dialética, da não dualidade, tese/ antítese e síntese, que é o resultado da interação, relação de A mais B. Nessa forma não existe o confronto entre eu e outro.


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É preciso fazer com que essas duas realidades possam dialogar e assim a gente possa fazer uma dança onde as raízes da nossa lua se entrelacem com os raios do nosso sol.


A lua fala dos nossos sentimentos originais sobre nós mesmos. A forma como fomos percebidos, cuidados e consequentemente, como nos percebemos. É do lugar que á criança é colocada na família, que ela vai se perceber, se vê. E esse lugar vai estruturar limites e possibilidades em sua vida. Esse lugar vai configurar sua auto- imagem e suas crenças.


É uma imagem, uma crença formada a partir da repetição de experiências e de modelos de comportamento, tanto emocionais, como mentais.


Eu me reconheço, me identifico com a qualidade, a vibração da minha lua, porque é um lugar conhecido, familiar, cômodo, confortável, que traz “segurança”, que protege.


Nossa lua vai reagir de forma instintiva para nos proteger, nos defender de experiências para as quais não estamos preparados ou familiarizados. Lembrando aqui que faz parte da experiência de algumas pessoas, uma familiaridade com um sentimento de frieza com a violência, a ansiedade, o abandono, o controle.


Lua é ressonância, é como notas musicais, vamos vibrar com o que ressoa no nosso padrão vibratório. Podemos responder, ressoar um padrão vibratório onde estou sempre escapando de estabelecer vínculos, já que me sinto ameaçada de perdê-los.


A Lua está na nossa inconsciência, um lugar de acesso nada direto e fácil. Costumamos negar nossa lua porque é uma área onde somos mais vulneráveis, onde nossa criança interna aparece, onde a defesa da criança foi construída. Logo, somos mais infantis e ninguém gosta de ser infantil, imaturo na nossa cultura, não temos essa licença!


A Lua procura manter esse padrão original, ela tem uma função de sobrevivência, de manutenção da vida. Quando nascemos, durante um bom tempo somos seres dependentes dos cuidados do outros, necessitamos de estabelecer esse vínculo.


A Lua rege o nosso sistema imunológico. Ela pode, por exemplo, debilitar a pessoa quando ela percebe que tem coisas mudando para que esta não transforme o padrão. Posso por exemplo adoecer para retardar tomar alguma atitude.


Ela vai aparecer nas diversas áreas do nosso mapa. Na casa (X) A lua fala da nossa necessidade de agradar a todos, de manter uma imagem, Na (VII) da nossa necessidade de intimidade com o outro, como se reconhecêssemos nosso valor no outro, olho para o outro porque não tenho definido o meu valor. Na (III) da nossa compulsividade para falar, para não sentir, eu falo e/ou através da minha fala vou fazendo contato com meu sentimento.


Seja em que área do mapa estiver, nosso padrão lunar, seja ele de rejeição, abandono, excentricidade, exclusão, não merecimento, vai ser reproduzido em nossos vínculos, nossas relações. E vamos reagir se esse padrão não ressoar, não vibrar com as mesmas notas.


Por estarmos escravizados à nossa lua, às nossas necessidades, deixamos de acolher um novo amor, de cumprir um papel social, de ter um filho, exigimos cuidados especiais dos nossos parceiros, culpamos o outro por nos abandonar, deixamos de nos realizar profissionalmente. Deixamos de viver a nossa vênus, nosso marte e nosso sol. Portanto podemos considerar que a lua é um filtro para todo o resto do mapa.


Mas para que manter esse padrão? O que vocês acham disso? Pensei algum tempo qual seria essa finalidade, que função teria para o nosso crescimento individual e um dia, ao ler um livro chamado: Constelação Familiar de Bert Hellinger, li algo que achei muito interessante: “Sofrer ou manter o problema é algo que está profundamente vinculado a um sentimento de inocência e lealdade com relação à família num nível mágico”. É pela necessidade de sermos inocentes, de permanecermos vinculados a um padrão de infância, que não abrimos mão de nossas crenças.

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Patrícia Imbassahy

Salvador, Bahia, Brasil

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Email: patriciaimbassahy@gmail.com

Cel: 71 99662391

Desde muito cedo estive cercada de pessoas amantes da astrologia. Lembro da primeira vez que estive numa feira de livros de astrologia, queria levá-los todos para a minha casa. Isso faz algum tempo... Ao certo ainda não sabia que esta seria minha grande parceira de jornada. A minha relação com a astrologia foi mudando ao longo dos anos. Passei por um tempo onde a curiosidade geminiana me levava a querer conhecer muitos autores diferentes, tempo em que muitos livros de astrologia foram lançados. Tempo bom... Os diálogos na mesa do bar, no consultório, na rede e na cama, deram um colorido especial da experiência vivida, da entrega, ao meu trabalho.

A astrologia é uma companheira aquariana, sempre cheia de novas ideias e links, com um toque saturnino que exige seriedade e centramento par ser profunda. Mas em qualquer desses momentos, ela sempre foi pulsante, apaixonante e misteriosa.

Sou formada em Psicologia pela Universidade Federal da Bahia. Quando terminei o curso, percebi que gostava mesmo da área de Educação e desde lá venho trabalhando como educadora, com crianças. O cotidiano com as crianças serviu como um laboratório para o conhecimento do ser humano na sua forma mais pura. Nesse mesmo tempo estive sempre estudando astrologia. Fiz alguns cursos com astrólogos aqui em Salvador e comecei a trabalhar como astróloga em 2003.

O objeto de trabalho de um astrólogo é o mapa astrológico, um instrumento de autoconhecimento que nos permite chegarmos mais perto de nossa individualidade, um guia. O mapa reflete o céu no momento exato do nascimento, ele configura de forma simbólica a nossa possibilidade de vir a ser.

Nosso mapa é único, vai ser sempre o mesmo, mas ele é dinâmico, os planetas movem-se diariamente, formando os trânsitos planetários. É dessa forma que temos a oportunidade de viver nossas mudanças e vibrar através de novas notas musicais, tornando mais folgada e fluida a espiral da nossa vida.

Sempre fui apaixonada por Kierkegaard, um filósofo dinamarquês que percebeu que a forma mais comum de desespero é a de não sermos aquilo que realmente somos e desespero maior ainda acontece quando escolhemos ser outro que não nós mesmos.

Para mim a astrologia fala da nossa existência e nos lembra a todo instante que somos co-autores da nossa realidade.

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Desde muito cedo estive cercada de pessoas amantes da astrologia. Lembro da primeira vez que estive numa feira de livros de astrologia, queria levá-los todos para a minha casa. Isso faz algum tempo... Ao certo ainda não sabia que esta seria minha grande parceira de jornada. A minha relação com a astrologia foi mudando ao longo dos anos. Passei por um tempo onde a curiosidade geminiana me levava a querer conhecer muitos autores diferentes, tempo em que muitos livros de astrologia foram lançados.


Tempo bom... Os diálogos na mesa do bar, do consultório, da rede e da cama trouxeram o colorido especial da experiência vivida, da entrega, ao meu trabalho.


Para mim a astrologia fala da nossa existência e nos lembra a todo instante que somos co-autores da nossa realidade.

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